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O grande aborto

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Categoria: Reflexão
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O grande aborto
Renato Colombo de Almeida

As flores murcharam sobre os túmulos.
As velas se queimaram, na mistura de tanta cera derretida.
Voltou a reinar o silêncio na paz dos cemitérios.
Calaram-se as vozes ruidosas dos vendedores nos portões dos mortos.
Voltou a paz para quem não precisa mais chorar.
Ficou apenas a saudade.
Essa raiz enraizada na memória que o tempo não apaga.
Essa falta a gente sente de quem partiu um dia, para nunca mais voltar.
Essa ansiedade remonta o céu.
Essa vontade é de viver outra vez, todos os momentos já vividos.
Apenas essa saudade é o que resta e perdura.


A paz dos mortos desafia o desespero dos vivos.
Sobem edifícios, tombam operários.
No grito da guerra, o grito da fome, das leis injustas.
Enterraram Deus na paz dos mortos e os vivos peregrinam sem rumo e sem fé.


Crescem árvores na terra e morrem homens no asfalto.
Na procura de outros planetas e dos extra-terrenos, esqueceram a miséria humana.
Na prática do aborto, talvez a morte de quem poderia salvar a humanidade.
Quem sabe um descobridor para a doença do câncer, para o mal da Aids;
para curar a ambição e o egoísmo do ser humano;
para sanar a violência e o tédio do homem sem lei;
para cumprir os direitos da criança;
para decretar a lei do pão para todos.
Enfim, para fazer nascer Deus no coração do homem nas trevas.


Talvez tenha sido abortado pela mãe criminosa, esse homem salvador.
Essa esperança exterminada;
essa consciência que não despertou;
essa flor do amor que não desabrochou.


Entre tantas datas que são comemoradas ou lembradas talvez os homens tenham esquecido de criar o “Dia do Abortado”.
Essa seria uma data real.
Não ficaria no virtual 7 de Setembro, que existe para comemorar uma Independência no país com tantas dependências,
um 1º de Maio, quando comemoramos o trabalho no mundo dos desempregados,
ou a Proclamação da República em um país de tantas repúblicas.


Nem mesmo a paz dos mortos escapa às guerras dos vivos.
O mês de Novembro, especialmente o dia de Finados, em vez de ser um tempo de prece e silêncio, o que se vê é um vozeiro e desrespeito, nos cemitérios ao redor dos túmulos.
Nos portões dos cemitérios, o desenrolar de um afrontoso comércio.
Todos procuram agradar os mortos como se eles fossem capazes de arruinar suas vidas.
Porém, esquecem daqueles que transformam o país num imenso finados, todos os dias.
Infelizmente os homens fizeram o grande aborto:
“O Aborto da PAZ, o Aborto de DEUS”.

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Publicação:2008-01-11
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