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Gay tem cura?

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Gay tem cura?
André Massolini

 

A homossexualidade ainda gera polêmica e discussões em todos os ambientes: seja nas classes sociais, nos meios acadêmicos, locais de trabalho etc.
Muita gente fica se perguntando por que um rapaz quer outro rapaz, ou por que uma garota quer outra garota? Perguntam-se, ainda, se isto é uma doença ou se um tratamento psicológico não daria resultado. Infelizmente as pessoas perdem tanto tempo em questionamentos medíocres e inúteis, focando-se na homossexualidade e esquecendo-se de quem a vive: os homossexuais, ou seja, seres humanos com sentimento, buscando uma coisa como qualquer outro ser humano: a felicidade!
As pessoas continuam presas em padrões estabelecidos e imagens pré-concebidas: gay é vulgar; gay é promíscuo; gay não presta; gay leva seu filho a se perder na vida; gay é sem vergonha... e a lista de preconceitos é tão grande que as pedras jogadas formariam uma pedreira de ofensas.
Programas de televisão, como o sensacionalista “Super Pop”, de Luciana Gimenez, colocam no palco um grupo de gays e um grupo de evangélicos. Óbvio que a intenção é fomentar discussões entre esses grupos, gerando assim um aumento no índice do Ibope. Porém, estas discussões não são produtivas, porque apenas ficam atacando e defendendo, não promovendo crescimento, aliás, cria-se mais rivalidade.
Outro dia, neste programa, havia homens que diziam-se “ex-gays”. Absurdo! A ciência não cura o que não é doença; e Jesus não muda o que o Pai dele criou!
Há também “filosofias de vida” que insistem em afirmar que o gay não é gay, mas está gay! Se um gay fizer um “trabalho mental” poderá deixar de ser gay, como se fosse um vício. Chega a ser um insulto a nossa racionalidade. Até a burrice deveria ter limite... Sem contar que existem grupos de “filosofias a favor da vida” que recusam, quando realizam suas entrevistas, pessoas de orientação sexual homossexual. Fico me perguntando se realmente estão a favor da vida! As maiores incoerências, geralmente, encontraremos nessas pessoas tão “zens” que pregam respeito, compreensão e blá, blá, blá, mas que, na prática, são mesquinhas e discriminadoras.
Eduardo (todos os nomes são fictícios, porém a história é verídica), natural de Pernambuco, namorou durante sete anos Maurício; moravam em Valinhos. A família de Eduardo sabia da orientação sexual do filho e também que ele tinha um namorado. Após dois anos de namoro, Eduardo convidou Maurício para ir a Pernambuco visitar sua família. Apesar de estar com receio da reação dos familiares de Eduardo, Maurício aceitou. Quando lá chegaram, dona Santina (a mãe de Eduardo), não estava em casa. Deixaram as malas no quarto de hóspedes e foram andar pela cidadezinha. Ao retornarem, quando passaram em frente ao quarto de hóspedes não viram mais as malas. Desesperado, Maurício disse a Eduardo: “Sua mãe deve tê-las jogado no quintal!”. Nesse instante, vem dona Santina da cozinha em direção ao quarto, abre um sorriso, abraça o filho e o abençoa, e acolhe Maurício com o mesmo abraço dado a Eduardo. Este pergunta à mãe: “Cadê nossas malas?”, e ela responde: “Estão no meu quarto, porque lá tem cama de casal, e é lá que vocês vão ficar”.
Dona Santina não tem grau algum de escolaridade e vive lá no sertão nordestino. O amor, minha gente, não está ligado ao local geográfico ou ao grau de escolaridade, mas simplesmente quem ama compreende e aceita o outro como ele é, ponto final! Isso sim é filosofia de vida! Isso sim é lição de vida! Dona Santina tem sabedoria de vida e um coração repleto de amor, e não uma cabeça cheia de teorias, impossibilitando o coração de apenas amar. O coração é puro e quer amar, compreender, sorrir e acolher! Mas aí a razão fica colocando os empecilhos, os rótulos, o que a sociedade pensa, o que os outros vão dizer, o que vão pensar de mim etc.
Conheço gente que adora conversar com gay, porque o considera um bom conselheiro. Porém, esta conversa é sempre em lugar onde ninguém os veja. Depois, esta mesma pessoa que foi tão bem acolhida pelo gay finge que não o conhece quando está junto de seus amigos. E sabe por quê? Porque ele, apesar de admirar o gay enquanto pessoa e amigo, fica com medo que seus amigos façam piadinhas ou gozações, do tipo: “Xiii, não sei não hein?!”
E assim a sociedade vai agindo em relação aos homossexuais. Garanto que tem gente que leu este artigo e ainda irá responder a pergunta feita no título desta forma: “Gay tem cura sim: uma boa surra dá jeito nessa sem vergonhice”. Gay, minha gente, não se cura, ama-se! Abraço fraternal.
 
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Publicação:2008-09-21
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